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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Zero seis do zero sete


Hoje é um dia especial - pelos menos é assim que se denomina o dia do nosso aniversário, não é mesmo? Porém, acima de tudo, é um dia, mais um, e eu estou aqui, vivo. E é interessante pensar o quanto estamos expostos a qualquer sorte de experiência, boa ou ruim, exatamente por causa desta condição, por causa deste verbo: viver. Sou grato por isso, sou grato por poder envelhecer. Mais uma translação foi completada e uma nova primavera tá aí, fazendo com que todos os aspectos do último inverno virem lembranças, até que se percam na implacável neblina do tempo. Mas a real é que eu não quero esquecer. Eu quero levar comigo alguma coisa que me faça lembrar, nem que seja só aquele galho ali, sem nenhuma folha. Eu quero entrar na nova estação tendo equilíbrio entre as distinções que formam o todo, carregando tudo em igual medida, para que eu lembre de onde vim, para onde vou, por quem eu vou e para quê eu vou.

Portanto, neste dia especial agradeço a Deus por mais um ano de vida, muito obrigado mesmo. Agradeço a minha família, minha primeira e mais importante base. Agradeço aos meus amigos pelo carinho, amor e, sobretudo, paciência. Eu sou grato, eternamente. Para este aniversário eu peço além de saúde, felicidade, paz... eu peço perdão. O erro é inerente a mim e a ideia de ter ferido um coração é dolorosa demais para que eu continue sem pedir isso hoje e todos os dias, o perdão de Deus e o seu, o de todos vocês. Perdoem-me.

Quando criança, eu sempre torcia para que nada de errado ocorresse no mundo no dia do meu aniversário, que ninguém morresse, ninguém brigasse, ninguém chorasse, enfim, que tudo parecesse perfeito aos meus olhos - coisa de criança. Os pesos dos anos foram destroçando minha inocência, mas mesmo assim eu vou lhe desejar este tipo de dia para você, exatamente este tipo de dia absurdamente ingênuo e apetitoso, pois eu amo vocês e isso nenhum dia "chato" irá mudar.

É, 23 parece um ótimo número pra mim.

No momento, é o melhor número que eu poderia ter.

Obrigado e feliz aniversário pra mim.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Pensando Sobre o Ato de Escrever

Pergunte para um escritor, qualquer um mesmo, do amador ao profissa-nobel ou até aquele já passado desta pra melhor: "O que é escrever?". Haverá uma infinidade de respostas, certamente. No entanto, nenhuma descartada poderá ser, pois cada uma terá o seu valor caso haja o intuito de melhor entender esta prática. Há aqueles que escrevem muito, há os que pouco escrevem, há aqueles que dizem de si, outros que dizem do externo a si somente, têm os que são dramáticos, ou os sátiros, há os realistas, mas há os fantasistas também. Pensando sobre o que poderia ser comum a todos esses sujeitos, veio a minha cabeça um pensamento, que pode, de certa forma, agregar esse que vos fala a mais um dos trizalhões que tentam responder:

- O que é escrever?

"Escrever é um ofício que requer a menor obviedade possível, ou toda da mesma -, que seja. Sobretudo, o que me parece imprescindível para ambos os casos é o exercício da imaginação focado para um fim unânime, que é a matéria prima para qualquer arte: o sentimento. Ignorá-lo, então, representa não só um atentado contra a obra e o ofício, mas também para a sua própria capacidade de se expressar."

Eu disse, talvez, mais do mesmo, mas disse. E muitos demais ainda irão dizer.
Isso, pois, é ótimo.
Que se expressem à vontade.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Sobre Negros, Gatilhos, Balas e Tragédia

O que faz este negro correndo do tiroteio?
Atira depois pergunta, antes que fique feio.
Suspeito!
Quem comanda o gatilho é o receio
de uma sociedade que põe inocências em sorteio.