Choraram as flores
Pela falta de vários amores
Sangraram as folhas
Pelo vacilo de algumas escolhas
Silenciaram os ventos
Pela fadiga que nos conduz ao relento
Secaram os rios
Pois pelo papel muitos se tornaram frios
Murcharam os frutos
Por não irem ao encontro dos famintos urros
Endureceram os solos
Tal como os corações nossos.
A vivacidade se desfaz
Num ritmo que apenas satisfaz
Os animais ditos racionais
Cuja a crença está em casuais finais
E quem, aliás, vos faz compreender os aspectos mortais?
Digo, pois, talvez tristeza
A explicitadora crua da fraqueza.
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quarta-feira, 29 de julho de 2015
As Matérias Corroem
sábado, 16 de maio de 2015
O Tempo Nos Leva
Eu sorri para o tempo,
mas ele nem olhou para mim.
Gritei ao vento
Para sua atenção ganhar enfim.
Que nada, uma mamata maquiada
de cílios postiços e mini-saia, safada,
que nem puta da Lapa.
Adornada com maneirismos decrépitos
Antecessor ao mais ancião dos séculos
O tempo é rei, soberano, ditador.
Sem essa de usurpador.
Não, o buraco é mais embaixo.
A vida é um jogo de esculacho.
Quem passa não é o tempo, é a gente.
Breve como o próprio viver, de repente.
Não era essa verdade que desejei ser crente,
mas é assim.
Vai, sorria pra mim!
Peço a Deus pela sensação de dever cumprido
Após encerrar a base desta vida, que é de vidro
Encardido, fedido, sucumbido, jazigo,
Passado.
Presente e futuro também,
são as armas que o tempo tem
contra eu e você, irmão.
A cruel entropia que nos consome a cada respiração.
O resultado da experiência é a fragilidade
diante do fim que corrói qualquer vaidade.
Piscou, espantou, passou, perdeu.
Tudo no seu mundo envelheceu.
Existir é ser o suspiro que ainda não esvaneceu.
Meu,
é impossível mensurar.
Então corro pelo o que me tem a restar
Viver, sem temer sair do raso
Porque o relógio é o meu pior carrasco.
Valorizo as coisas boas e simples que surgem aqui e ali.
O que não desejo pra mim, não desejo pra ti.
Parceiro, evite o relento lento
feito para aqueles com pouco discernimento.
Não há existência sem ferimentos,
nem misericórdia sem esquecimento.
Eu gritei aos ventos,
mas agora sussurro em pensamento.
Pois a última coisa que tento
é o castigo do tempo.
mas ele nem olhou para mim.
Gritei ao vento
Para sua atenção ganhar enfim.
Que nada, uma mamata maquiada
de cílios postiços e mini-saia, safada,
que nem puta da Lapa.
Adornada com maneirismos decrépitos
Antecessor ao mais ancião dos séculos
O tempo é rei, soberano, ditador.
Sem essa de usurpador.
Não, o buraco é mais embaixo.
A vida é um jogo de esculacho.
Quem passa não é o tempo, é a gente.
Breve como o próprio viver, de repente.
Não era essa verdade que desejei ser crente,
mas é assim.
Vai, sorria pra mim!
Peço a Deus pela sensação de dever cumprido
Após encerrar a base desta vida, que é de vidro
Encardido, fedido, sucumbido, jazigo,
Passado.
Presente e futuro também,
são as armas que o tempo tem
contra eu e você, irmão.
A cruel entropia que nos consome a cada respiração.
O resultado da experiência é a fragilidade
diante do fim que corrói qualquer vaidade.
Piscou, espantou, passou, perdeu.
Tudo no seu mundo envelheceu.
Existir é ser o suspiro que ainda não esvaneceu.
Meu,
é impossível mensurar.
Então corro pelo o que me tem a restar
Viver, sem temer sair do raso
Porque o relógio é o meu pior carrasco.
Valorizo as coisas boas e simples que surgem aqui e ali.
O que não desejo pra mim, não desejo pra ti.
Parceiro, evite o relento lento
feito para aqueles com pouco discernimento.
Não há existência sem ferimentos,
nem misericórdia sem esquecimento.
Eu gritei aos ventos,
mas agora sussurro em pensamento.
Pois a última coisa que tento
é o castigo do tempo.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Sobre Negros, Gatilhos, Balas e Tragédia
O que faz este negro correndo do tiroteio?
Atira depois pergunta, antes que fique feio.
Suspeito!
Quem comanda o gatilho é o receio
de uma sociedade que põe inocências em sorteio.
Atira depois pergunta, antes que fique feio.
Suspeito!
Quem comanda o gatilho é o receio
de uma sociedade que põe inocências em sorteio.
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segunda-feira, 23 de março de 2015
O Sorriso
Esculpido em simplicidade
E símbolo do que se diz felicidade.
Uma força implacável sobre a maldade,
Teu por direito e exercido em liberdade.
Oprimir-te de minha face, isto não arrisco
Por que de quê é feita a vida sem o sorriso?
---
- Palavras ditas pelas Sagradas Damas de Armélia, terra dos humanos em Garvânia.
E símbolo do que se diz felicidade.
Uma força implacável sobre a maldade,
Teu por direito e exercido em liberdade.
Oprimir-te de minha face, isto não arrisco
Por que de quê é feita a vida sem o sorriso?
---
- Palavras ditas pelas Sagradas Damas de Armélia, terra dos humanos em Garvânia.
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domingo, 25 de janeiro de 2015
A Rima do Game Over
É, meu irmão, vou te falar
A dor é muito grande
E eu não sei por onde começar
Ultimamente, a angústia está presente
Os segundos se esgotaram
Disso já estou ciente
Impedido de seguir em frente
O sistema me trata como indigente
Pressiono start
Tarde demais, é game over
Infelizmente.
Como eu pude ser tão demente?
Tudo aconteceu de repente
O chefão estava desorientado
E do nada, me golpeou repentinamente
Antes que eu pudesse reagir
Já ao chão, eu jazia inconsciente.
A minha coragem tá meio enfraquecida
Mesmo depois de toda a experiência adquirida
Mas essa queda não irá me impedir
Não me canso desse jogo,
Enquanto eu não o concluir
Sou velha-guarda, sou anos 90
Se não sabe perder, moleque,
Faz o seguinte, nem tenta.
Aqui só conquista quem aguenta
Fica no teu life infinito
Sua criança pirracenta.
Relaxa, não vou bancar o idiota
Só é chato ver que o mundo
Não lida mais com a derrota
Eu perdi, fracassei, disso eu sei
Um perrengue eu passei
Da minha sorte eu abusei
Mas pro fim não há leis
E se eu cair de novo, poucos segundos terei
No total, te garanto, são menos de seis.
Saiba que o recomeço também é um start
Jogar video-game é uma arte
Perder é algo que sempre fará parte
Seja o que for,
A desistência mantém-se em descarte.
A dor é muito grande
E eu não sei por onde começar
Ultimamente, a angústia está presente
Os segundos se esgotaram
Disso já estou ciente
Impedido de seguir em frente
O sistema me trata como indigente
Pressiono start
Tarde demais, é game over
Infelizmente.
Como eu pude ser tão demente?
Tudo aconteceu de repente
O chefão estava desorientado
E do nada, me golpeou repentinamente
Antes que eu pudesse reagir
Já ao chão, eu jazia inconsciente.
A minha coragem tá meio enfraquecida
Mesmo depois de toda a experiência adquirida
Mas essa queda não irá me impedir
Não me canso desse jogo,
Enquanto eu não o concluir
Sou velha-guarda, sou anos 90
Se não sabe perder, moleque,
Faz o seguinte, nem tenta.
Aqui só conquista quem aguenta
Fica no teu life infinito
Sua criança pirracenta.
Relaxa, não vou bancar o idiota
Só é chato ver que o mundo
Não lida mais com a derrota
Eu perdi, fracassei, disso eu sei
Um perrengue eu passei
Da minha sorte eu abusei
Mas pro fim não há leis
E se eu cair de novo, poucos segundos terei
No total, te garanto, são menos de seis.
Saiba que o recomeço também é um start
Jogar video-game é uma arte
Perder é algo que sempre fará parte
Seja o que for,
A desistência mantém-se em descarte.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Dama das Dores
Ontem me foi permitido sonhar
Com uma bela dama de hipnotizante olhar.
Em suas mãos, ela portava algo de difícil compreensão
Não lembro se uma arma ou meu próprio coração
Disse para não temer o fim do perfeito
Senti uma dor eletrizante no peito
Ela jogou fora o que segurava após um beijo
Num cruel e descompromissado desfeito
Suas mãos, agora sujas, estenderam-se a mim
Do paraíso no qual estava, ela me mostraria o fim
Belezas também morrem, ela disse
Poderia restaurar o que fora descartado, se ela não me impedisse
Com não's e uma realidade crua
Encontrei minha companheira amargura.
Excomungado do sonho,
O que sobrou foram lembranças,
de um amor agora desmembrado da esperança.
Foi bom estar perdido na perfeição
Comparado à esta atual desolação.
De que serve o adeus,
se ela é ignorante ao que digo?
Do oxigênio que usa,
ela não tá afim de dividir comigo.
Com uma bela dama de hipnotizante olhar.
Em suas mãos, ela portava algo de difícil compreensão
Não lembro se uma arma ou meu próprio coração
Disse para não temer o fim do perfeito
Senti uma dor eletrizante no peito
Ela jogou fora o que segurava após um beijo
Num cruel e descompromissado desfeito
Suas mãos, agora sujas, estenderam-se a mim
Do paraíso no qual estava, ela me mostraria o fim
Belezas também morrem, ela disse
Poderia restaurar o que fora descartado, se ela não me impedisse
Com não's e uma realidade crua
Encontrei minha companheira amargura.
Excomungado do sonho,
O que sobrou foram lembranças,
de um amor agora desmembrado da esperança.
Foi bom estar perdido na perfeição
Comparado à esta atual desolação.
De que serve o adeus,
se ela é ignorante ao que digo?
Do oxigênio que usa,
ela não tá afim de dividir comigo.
terça-feira, 6 de maio de 2014
Rima Pobre Para Baixos Investimentos em Infraestrutura
Estrada escura, perspectiva curta,
Chove pesado e minha mente se preocupa.
Temo se alguma hora chegará a curva,
A pior maneira de morrer é na madruga.
O farol está pifando, a minha vista é turva
Recorro a visão periférica, mas nada muda.
Desespero em meu consciente, a mente refuta
A luta de manter-se sobrevivente em meio a chuva
Mútua, de ambos os lados a esperança encurta
O limite fica próximo, lá está a curva
Que não é curta igual minha visão fajuta.
A gravidade puxa e depois chuta,
Calculo uma forma de me safar mas nada se resulta,
Hoje em dia é raro ter uma existência pura.
Por alguns instantes, a vida me surra.
Dura, pesada e inconsequente culpa
Automática ao ser que o óbvio nunca escuta,
Pois a solução é simples e nada difusa
Que para curva, basta virar o volante de forma crua.
Sem muitas cerimônias e assim achar a cura.
Atitude astuta é cobiçar a mais doce fruta
Que a vida lhe oferece após cada luta.
Mantenha a leal conduta
Senão a queda será bruta.
Na estrada da vida não há disputas,
Só uma elevada quantidade de curvas
Esta é a única verdade absoluta.
O mundo sempre tratará de forma rústica
Seus filhos alheios à refusa.
Chove pesado e minha mente se preocupa.
Temo se alguma hora chegará a curva,
A pior maneira de morrer é na madruga.
O farol está pifando, a minha vista é turva
Recorro a visão periférica, mas nada muda.
Desespero em meu consciente, a mente refuta
A luta de manter-se sobrevivente em meio a chuva
Mútua, de ambos os lados a esperança encurta
O limite fica próximo, lá está a curva
Que não é curta igual minha visão fajuta.
A gravidade puxa e depois chuta,
Calculo uma forma de me safar mas nada se resulta,
Hoje em dia é raro ter uma existência pura.
Por alguns instantes, a vida me surra.
Dura, pesada e inconsequente culpa
Automática ao ser que o óbvio nunca escuta,
Pois a solução é simples e nada difusa
Que para curva, basta virar o volante de forma crua.
Sem muitas cerimônias e assim achar a cura.
Atitude astuta é cobiçar a mais doce fruta
Que a vida lhe oferece após cada luta.
Mantenha a leal conduta
Senão a queda será bruta.
Na estrada da vida não há disputas,
Só uma elevada quantidade de curvas
Esta é a única verdade absoluta.
O mundo sempre tratará de forma rústica
Seus filhos alheios à refusa.
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